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segunda-feira, agosto 30

Acordando com os Refugiados

               



O JOVEM E A ESTRELA DO MAR



Um homem sábio fazia um passeio pela praia, ao alvorecer. Ao longe, avistou um rapaz que parecia dançar ao longo das ondas. Ao se aproximar, percebeu que o jovem pegava estrelas do mar da areia e as atirava suavemente de volta à água. E então o homem sábio lhe perguntou: “O que você está fazendo?” “O sol está subindo e a maré está baixando; se eu não as devolver ao mar, irão morrer.” “Mas meu caro jovem, há quilômetros de praias cobertas de estrelas do mar ... Você não vai conseguir fazer qualquer diferença.” O jovem se curvou, pegou mais uma estrela do mar e atirou-a carinhosamente de volta ao oceano, além da arrebentação das ondas. E retrucou: “Fiz diferença para essa aí.”  
A atitude daquele jovem representa alguma coisa de especial que existe em nós. Todos fomos dotados da capacidade de fazer diferença. Cada um de nós pode moldar o próprio futuro. Cada um de nós tem o poder de ajudar as pessoas e as instituições a atingirem seus objetivos. (uma história inspirada em Lorem Eiseley “O jovem e a estrela do mar .”) Essa estória me foi apresentada na época da faculdade, e foi a mensagem da minha turma de psicologia. Ela marcou sensivelmente minha forma de vida, de trabalhar, de me relacionar... Sempre que faço algo, me proponho a dar o melhor de mim, pois com certeza, assim irei fazer diferença para alguém. Como profissional da saúde mental, é meu dever observar alguns parâmetros e paradigmas para minha vida. A vida moderna está nos afastando cada vez mais uns dos outros, estamos ficando individualistas e insensíveis. Não nos importamos, muitas vezes, com a influência do nosso comportamento nos outros, ou no meio em que vivemos, trabalhamos, estudamos. Quantas vezes você pegou sendo acusado de querer se aproveitar de uma situação, ou simplesmente de interesseiros, quando, simplesmente o que queremos é fazer nosso dever, nossa função... Quando eu, por ex., jogo lixo no lixo, guardo meu material de trabalho com cuidado, abro a porta para alguém passar, sorrio para as pessoas (muitas que eu nem conheço...), trato bem meus semelhantes; não faço para ter algo em troca, faço simplesmente porquê alguma diferença estou fazendo para alguém. Será que o meu "bom dia, como vai?(juntamente com um sorriso verdadeiro)", não será o que aquela pessoa esteja precisando naquele momento??? Não o bom dia em si, mas um rosto amigável???? Quantas vezes nós não precisamos desse rosto amigável???? Fico muito feliz quando encontro alguém , ex-cliente, ex-aluno, que chegam para mim e falam : "foi tão bom aquela atitude, palavra, gesto, que vc fez..." Fico profundamente satisfeita em poder ter feito diferença para essas pessoas. Quando releio esse texto acima, fico sempre pensando se continuo agindo com essa preocupação... E você??? Já pensou se sua atitude diária, não está fazendo diferença para alguém?????  

(enviado por Ciça)