.

.

terça-feira, setembro 7

Acordando com os Refugiados


Sorrir ou não sorrir, eis a questão

É impressionante a quantidade de pessoas pelas quais passamos todos os dias, muitas vezes as mesmas pessoas, dia após dia, por volta da mesma hora, nos mesmos sítios,mas sempre distantes, ausentes, frios, de cara "fechada"...
É o sr. do quiosque, é o motorista da Carris, as pessoas das lojas de roupa, o livreiro, a florista, o rapaz dos jornais, as pessoas que passam por nós...
Vivemos numa sociedade "fechada", governada pelo medo do próximo, falta de empatia, pensar apenas em si, o bem estar próprio, o eu apenas. Somos fruto de uma sociedade que nos vai moldando, nem sempre da melhor forma, nem sempre da melhor maneira.
Vi um programa há uns tempos que confrontava a ajuda numa cidade e numa aldeia. No primeiro caso, estava um homem deitado no chão duma ponte no meio da cidade, como se tivesse caído, muitas pessoas passaram e nem uma se debruçou para ver se estava tudo bem, no entanto na aldeia, apesar do homem estar deitado na relva, as pessoas paravam e perguntavam se estava tudo bem e se ele precisava de alguma coisa. No segundo caso, era deixada uma carta no chão perto do marco do correio, na cidade as pessoas nem olharam para o chão, passavam por cima da carta, na aldeia, as pessoas pegavam na carta e iam por no correio.
É engraçado como o facto de sermos muitos mais, em vez de nos fazer sentir mais seguros e mais à vontade, apenas nos torna mais sós, mais isolados!
Muitas vezes basta sorrirmos para fazermos alguém sentir-se melhor, um bom dia sorridente, um olá que muda a outra pessoa. Quantas vezes não vos aconteceu chegarem a um balcão para tratarem de alguma coisa e a cara "sisuda" de quem vos atende vos deixou de pé atrás?
É bom sentir que mesmo nesses casos, um sorriso da nossa parte, uma maneira de falar mais "aberta" muda as coisas e acabam todos a brincar com alguma situação, a partilhar algo e a falar duma forma mais alegre!!!
Depois temos aquela pessoa que nos vê todos os dias e nos sorri, que nos atende e nos trata bem, o livreiro que nos guarda o livro que sabe que vamos gostar, a sra do bar que sabe o que vamos querer comer e prepara andes de chegarmos, o empregado da loja que nos avisa que para a semana que vem vão começar os saldos...

Sorriam, façam algo pelos outros, mudem alguma coisa em vós e pode ser que o que está à nossa volta mude também de alguma forma para nós!

Nuno Ferreira