sexta-feira, outubro 29

Serginho Malandro



Assisti uma boa parte da participação do Serginho Mallandro em "A Fazenda" e vou falar da impressão que ele me passou: aquela que todo mundo diz. Ele acha que é o rei da piada, o senhor da alegria, o embaixador da felicidade. E, em nome desse trabalho "real" ele acha que não precisa fazer mais nada. É o tipo de cara que, quando vai passar um fim de semana em grupo numa casa de praia alugada, não lava a louça, não carrega as cadeiras de praia e acha que, o fato de ser o "piadista" da turma já cobre sua parte das tarefas. Ledo engano.

Não adianta você se achar engraçado, os outros é que tem que achar você divertido. Não adianta você se julgar no direito de ser o bobo da corte, o Rei é que tem que achar e a corte tem que rir. Mesmo porque os bobos sem graça eram eliminados pelo rei. E, bem foi o que aconteceu. O voto popular, que é soberano, eliminou Serginho.
Imagino que ele seja uma boa pessoa, já que não o conheço particularmente. É o que ouço sobre ele. Mas não gosto desse personagem que se julga Chaves, do ator maduro (ele tem a minha idade) que acha que ainda tem 12 anos. Dizer yeah yeah e gluglu e botar um pirocóptero na cabeça não transforma um homem de 53 anos em adolescente. Claro que ele tem direito de fazer piada, espalhar alegria, fazer brincadeiras e se comportar como criança. Da mesma forma os outros têm direito de não gostar.
Se eu pudesse apertar um daqueles botões do facebook de curtir ou não curtir, meu dedão seria pra baixo.

Até agora, o público está eliminando todo mundo que gosta muito de se impor e de aparecer. A escandalosa vaidosa, a celebridade orgulhosa, o rebelde briguento, o preguiçoso alegre.

Dos 7 pecados capitais, o povo já eliminou 4: A Vaidade, o Orgulho, a Ira e a Preguiça.
A Inveja, a gula e a luxúria  que se cuidem...


Um beijo, um browse, um aperto de mouse da @rosana
Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2010/10/29/serginho-mallandro/